Igreja de Santa Clara: a colecção visigoda do MNAR
Igreja do antigo convento de Santa Clara, em pleno centro histórico de Mérida, que alberga a colecção visigoda do Museu Nacional de Arte Romana: o conjunto de arte visigoda mais importante da península Ibérica, com cerca de 834 peças. É a resposta à pergunta de onde acabou o material tardo-antigo escavado na cidade.
- Tipo
- Museo arqueológico
- Conservação
- De pé
- Proteção
- —
- Coordenadas
- 38.91711, -6.34688
- Fotografias
- 11
O que é e o que resta
O edifício tem além disso valor próprio na história da arqueologia de Mérida: em 1838 foi cedido como sede do Museu Arqueológico de Mérida, germe do actual Museu Nacional de Arte Romana, e já então exibia peças visigodas. Quando, em 1986, a colecção romana se mudou para o novo edifício de Rafael Moneo, a igreja foi adaptada para acolher provisoriamente o material visigodo. Quatro décadas depois continua lá, de modo que o que se pensou como solução temporária tornou-se a sede efectiva da colecção.
O que está exposto são sobretudo elementos arquitectónicos e decorativos dos séculos VI e VII: pilastras, gelosias, nichos, cancelos e placas com decoração geométrica e vegetal de talhe em bisel, provenientes na maioria da própria Mérida e de sítios da envolvente, entre eles a basílica de Casa Herrera. Reunidos, permitem reconstituir o aspecto dos interiores das igrejas da capital visigoda melhor do que em qualquer outro sítio.
Visita-se na nave da igreja, com horário próprio do MNAR e entrada gratuita.
Onde estão as peças
Colecção visigoda do Museu Nacional de Arte Romana: cerca de 834 peças dos séculos VI-VII (pilastras, gelosias, nichos, cancelos e placas de talhe em bisel), provenientes de Mérida e da sua envolvente, entre elas material da basílica de Casa Herrera.
O que cada época deixou aqui
Lê-se descendo: cada faixa é uma época com construção neste sítio, da mais recente à mais profunda.
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Época moderna
Este sítio tem construção desta época. Em Mérida há 8 outros vestígios construídos na mesma camada.
Ver toda a camada →O convento não foi fundado por um nobre nem por uma ordem: ergueu-o em 1602 um médico da cidade, Lope Sánchez de Triana, para acolher clarissas.
Iglesia de Santa Clara (Mérida) — WikipediaO risco do templo passou por quatro mãos antes de se erguer: desenhou-o García Carrasco em 1615, refizeram-no Ordarza Zabala em 1621 e Bartolomé González Montiel, e a obra foi executada a partir de 1622 pelos mestres Diego e Francisco Miguel, de Medellín.
Iglesia de Santa Clara (Mérida) — Wikipedia2 factos
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Antiguidade tardia / visigodo
Este sítio tem construção desta época. Em Mérida há 7 outros vestígios construídos na mesma camada.
Ver toda a camada →A colecção não foi formada por um museu: arranca no Renascimento, quando alguns notáveis da cidade começaram a juntar peças visigodas por gosto antiquário. Boa parte do que está exposto vem do palácio do duque da Roca.
MNAR — Colección VisigodaAntes de guardar a Mérida visigoda, esta igreja foi a sede do Museu Arqueológico de Mérida: o edifício faz de museu há mais de um século.
MNAR — Colección Visigoda
Debaixo da camada mais profunda de cada vestígio está o terreno: o que ainda não foi escavado, ou o que não deixou obra. O catálogo só afirma o que está documentado.
O que se conta deste sítio
Na obra do convento trabalhou o pícaro Estebanillo González, o mesmo cuja vida dá nome a um dos grandes romances picarescos do Século de Ouro espanhol.
Iglesia de Santa Clara (Mérida) — WikipediaA peça-estrela é a chamada cátedra do bispo, uma placa-nicho interpretada como as costas de uma cátedra episcopal — embora haja quem sustente que na realidade fazia parte de algo baptismal.
MNAR — Colección VisigodaFotografias
A um passeio deste sítio
Distâncias em linha reta, calculadas a partir das coordenadas de cada vestígio.
De onde vem esta página
- Reabre en Mérida la colección visigoda más importante de España (Extremadura7días) extremadura7dias.com