Ponte romana sobre o Guadiana
Ponte romana sobre o rio Guadiana, em Augusta Emerita (Mérida), considerada a ponte mais longa conservada da Antiguidade. A sua construção liga-se à fundação da colónia em 25 a.C., sob Augusto, e foi a peça que deu sentido à localização da cidade: por ela entravam e saíam as vias que fizeram de Emerita a capital da Lusitânia e um dos grandes nós viários do ocidente peninsular, entre elas o Iter ab Emerita Olisiponem, para Lisboa, e a via para norte que hoje se conhece como Via de la Plata.
- Tipo
- Ponte
- Conservação
- De pé
- Proteção
- Classificado · RI-51-0000110
- Classificação
- 13/12/1912
- Coordenadas
- 38.91306, -6.35083
- Fotografias
- 18
O que é e o que resta
Mede cerca de 790-792 m de comprimento, em torno de 7,1 m de largura e cerca de 12 m de altura sobre a água, e apoia-se em sessenta arcos, três deles redescobertos no final dos anos noventa. Na origem vencia o rio em dois trechos separados por um talha-mar central que aproveitava uma ilha fluvial. Está construída com núcleo de opus caementicium revestido de silhares almofadados de granito, com descarregadores entre os arcos para dar saída à água nas cheias e talha-mares arredondados a montante.
É um palimpsesto: mais de dois mil anos de cheias e conflitos obrigaram a reconstruções sucessivas, e os traços originais reconhecem-se sobretudo nos trechos das entradas. A sua importância estratégica explica que em 835 se erguesse a alcáçova na sua cabeceira, para controlar a passagem; os trabalhos do último terço do século XIX configuraram o seu aspecto actual. Suportou o trânsito automóvel até ao início dos anos noventa, quando a abertura da ponte Lusitânia permitiu deixá-la só para peões.
Classificada como Monumento Nacional em 1912 e bem de interesse cultural (RI-51-0000110), está integrada no conjunto arqueológico de Mérida, património mundial da UNESCO desde 1993.
O que cada época deixou aqui
Lê-se descendo: cada faixa é uma época com construção neste sítio, da mais recente à mais profunda.
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Época moderna
Este sítio tem construção desta época. Em Mérida há 8 outros vestígios construídos na mesma camada.
Ver toda a camada →Vários dos seus arcos não foram derrubados por uma cheia: foram dinamitados durante a Guerra Peninsular (1808-1814) para impedir a passagem das tropas napoleónicas.
Puente romano de Mérida — WikipediaAs cheias do Guadiana marcaram a sua história com data e nome: a de 1603 causou estragos enormes, houve outra em 1823 e os danos da de 1860 só foram reparados em 1878.
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Medieval cristão
Este sítio tem construção desta época. Em Mérida há 8 outros vestígios construídos na mesma camada.
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Romano
Este sítio tem construção desta época. Em Mérida há 57 outros vestígios construídos na mesma camada.
Ver toda a camada →O rio parte-se em dois em torno de uma ilha, e os romanos protegeram o trecho central com um talha-mar que avançava 150 m a montante para partir a corrente antes de chegar aos pilares.
Puente romano de Mérida — WikipediaAguentou o trânsito automóvel até 10 de Dezembro de 1991: nesse dia abriu a ponte Lusitânia e a romana ficou só para peões, depois de perto de dois mil anos de uso.
Puente romano de Mérida — WikipediaDebaixo da camada mais profunda de cada vestígio está o terreno: o que ainda não foi escavado, ou o que não deixou obra. O catálogo só afirma o que está documentado.
O que se conta deste sítio
Tem sessenta arcos, mas três estiveram enterrados e não se viram até ao final dos anos noventa, quando as obras de regeneração das margens do Guadiana os trouxeram à luz.
Puente romano de Mérida — WikipediaFotografias
A um passeio deste sítio
Distâncias em linha reta, calculadas a partir das coordenadas de cada vestígio.
De onde vem esta página
- Puente romano sobre el Guadiana — Consorcio Ciudad Monumental de Mérida consorciomerida.org